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Testemunho: Cura

Boa noite, meu nome é Kelly, tenho 32 anos tenho duas filhas que se chamam: Letícia com 10 anos  e Ludmila com 7 anos.
Venho dá o testemunho de CURA da minha filha mais velha.
Quando a Letícia tinha 3 anos e 7 meses ela teve uma paralisia facial que foi tratada como Paralisia de Bell, por um médico que nem sequer pediu exames para dá o diagnostico certo, tomou alguns remédios e fez várias sessões de fisioterapia sem sucesso. Achando estranho que não ocorria melhora  e que o olhinho dela estava inchando levei-a ao oftalmologista que ao examiná-la me pediu uma tomografia de urgência, ali mesmo a médica já viu que tinha algo errado.  No mesmo dia fiz o exame e para meu desespero a minha filha foi diagnosticada com um tipo de CÂNCER e além de tudo RARO, nisso ela já estava com 3 anos 11 meses e 10 dias. Sou católica, mas naquele momento eu era uma cristã afastada da igreja não frequentava as missas aos Domingos.  À partir daquele momento busquei a Deus, não tinha ido pelo amor mas fui pela Dor.
No outro dia levei o exame para um neurologista avaliar e quando cheguei a seu consultório ao lado da cadeira que eu estava sentada tinha uma fonte de água com a imagem de Nossa Senhora segurando Jesus no colo e naquele momento eu olhando para aquela imagem eu pedir a Nossa Senhora que intercedesse por mim e pedisse para Jesus que curasse minha filha, que ela como Mãe sabia a dor que eu estava sentindo em ver o sofrimento da minha filha e que ela como Mãezinha acompanhasse sempre a minha filha em todos os procedimentos que minha filha viesse a fazer.
Passamos pela consulta onde o médico nos explicou tudo direitinho e foi bem sincero com a gente, dizendo que ele não operaria minha filha porque em Brasília não haveria recurso pra ela e me indicou um médico neurocirurgião em São Paulo que por coincidência foi o mesmo médico que a minha prima, que também é médica em São Paulo, me indicou. Sai dali com um aperto no coração por não saber o que iria acontecer dali pra frente, mas em momento algum eu desesperei .  Com 5 dias depois do diagnostico estávamos em São Paulo Passamos por vários exames e consultas e descobrimos que o tipo de câncer era benigno, porém com localização maligna, isso quer dizer que não teria como tirar todo o tumor porque era de difícil localização.
Minha filha teria que passar por + ou – 3 cirurgias para retirar aquela massa que estava dentro da sua cabecinha e o médico nos disse que como não seria possível retirar tudo de uma vez que teria chance, mínima de 2%, do tumor se malignizar. A 1ª cirurgia durou 12 horas. Ficamos em oração e eu tinha FÉ que minha filha sairia dessa, e saiu super bem.  Depois da 1ª cirurgia com uns 5 meses vi que o olhinho dela estava inchando novamente, voltei com ela pra São Paulo e lá foi feita a 2ª cirurgia e vários exames. Com 3 meses depois da 2ª cirurgia foi feito a 3ª cirurgia porque o tumor não parava de crescer. A família sempre em oração, tínhamos fé e sabíamos que aquele momento iria passar e que iríamos comemorarmos ainda muito com ela. Nessa 3ª cirurgia, a mais arriscada, o médico virou pra mim e disse:  – Se fosse filha minha eu iria curtir o restinho de vida dela porque o risco dela não sair do centro cirúrgico é muito grande por ser uma cirurgia muit  o invasiva.
Confesso que nesse momento eu me desesperei por não ver nenhuma luz no fim do túnel, porque estávamos num Hospital que é referência em Câncer e para írmos pra fora do Brasil os médicos já tinham me falando que não adiantava porque os médicos de lá vinham pra cá pra ter Congresso com eles. Fique me perguntando por que aquilo estava acontecendo comigo, pois não me considerava uma pessoa ruim, de má índole, mas… enfim não tive resposta naquele momento. Fui convidada a levar minha filha para outras religiões, inclusive para uma cirurgia espiritual, fiquei na dúvida não queria trair a Deus porque sabia que aquele não era o melhor caminho, mas tinha no meu coração que eu tinha que tentar qualquer coisa para salvar minha filha, então pedi a Deus que me desse uma resposta se eu podia ou não ir e nesse momento abrir a Bíblia e saiu bem o SALMO 1 e ali naquele momento eu não tive mais dúvida que eu estava no caminho certo e que não aceitaria ir para outra crença.
“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.
Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.”

Sei que a cirurgia aconteceu, mesmo sabendo de todos os riscos os médicos decidiram opera-la  e para a Graça de Deus minha filha saiu do centro cirúrgico sem nenhuma complicação. Já era época de Natal e devido à cirurgia não podíamos voltar a Brasília tínhamos que ficar de repouso por 30 dias. Fizemos nossa ceia em São Paulo mesmo. Meu esposo veio de Brasília e trouxe uma priminha e uma tia da Letícia para passar com a gente.
Passaram-se os 30 dias e voltamos á Brasília, assim que chegamos o narizinho da Letícia começou a sangrar e não parava, nesse dia ligamos para a Vera Casagrande que me pediu para fazer uma oração com a mão sobre a cabecinha dela, e assim foi feito. Fomos para o hospital e lá o médico resolveu fazer uma cirurgia de revisão para saber o que estava acontecendo, enquanto esperávamos para entrar no Centro Cirúrgico a Letícia deu um grito de desespero e cuspiu uma CARNE VERMELHA de sangue que ela disse que desceu do nariz para a garganta tinha a largura de uma moeda de R$ 1,00. Mostrei para o médico e ele disse que aquilo poderia ter matado ela asfixiada. Ela fez a cirurgia de revisão e para nosso desespero era o Tumor que estava crescendo e fazendo que o nariz sangrasse, o médico mandou para biopsia e descobrimos que o tumor havia se malignizado. Voltamos para São Paulo  mas dessa vez foi para morar porque a Letícia dessa vez iria precisar fazer quimioterapia e radioterapia e devido baixar muito a imunidade não podiamos ficar viajando. Nossa como foi difícil no início meu marido não podia se mudar com a gente porque estava trabalhando mas minha sogra e minha mãe e a Ludmila que na época tinha 1 aninho e pouco mudaram comigo para um apartamento que meu padrinho e minha tia alugaram para a gente pertinho do hospital que a Lelê fazia o tratamento.
Enquanto esperávamos os médicos decidirem o tratamento que iriam fazer o tumor foi crescendo e saindo pelo nariz e por dentro da boca ficando exposto. Eu sempre me mostrava forte pra ela por mais que eu sentisse nunca passei pra ela nenhuma preocupação e nem deixava transparecer que eu estava triste, chorava muito na hora do banho.
Em menos de 1 ano a Letícia precisou fazer 9 cirurgias e todas graças a Deus bem sucedidas. Fez 6 ciclos de quimioterapia e 33 sessões de radioterapia. Muito doloroso esse tratamento, muito sofrimento, mas … VENCEMOS !
Por fim não me perguntava mais porque isso teve que se passar pela minha família simplesmente confiei e entreguei  todos os momentos da vida da minha filha e da minha família nas mãos de Deus e que ele sim saberia o que era melhor para a nossa família.
Voltamos á Brasília e fazemos o acompanhamento em São Paulo de 4 em 4 meses. Hoje a Letícia tem 10 anos e agora no dia 27/08/2015 faz 5 anos que ela terminou o tratamento. Sei que minha filha é um milagre, pois nem os médicos  acreditavam na cura dela.
Minha filha é um anjo e nos ensinou muito e tem muito ainda a nos ensinar, sei  que tem uma missão nessa Terra de fazer o bem ao próximo.
Kelly , Brasília.


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